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Terrace House: conhecemos o restaurante do pai da Tsubasa

03.08.2018

 

Se existe uma personagem que faz valer a pena assistir esta nova temporada Terrace House é a Tsubasa. A mina tem um objetivo sólido, é focada e tem uma história de vida, mesmo sendo tão novinha. Perdeu a mãe cedo e de uma forma nada fácil. Ainda assim, nem de longe é ressentida. Muito pelo contrário, tem um sorriso contagiante e uma vontade enorme de voar...

 

Como Karuizawa, a cidade usada como cenário desta temporada, é a casa da Tsubasa, a história dela teve mais possibilidades de crescer. Não é à toa que o pai dela, o seu Sato, apareceu em alguns episódios, sempre no seu restaurante, o Sasa (lê-se 'sassa'). Sua última aparição no programa emocionou não somente os espectadores mas, também, os participantes. Por isso, já que estava de passagem por Karuizawa para uma reportagem de turismo, decidi ir provar a comida do seu Sato e, quem sabe, dar um alô para ele. 

 

O Sasa fica a cerca de 2km da estação de Karuizawa, numa avenida com grande movimento de carros. Decidi encarar a distância a pé, já que o transporte público na cidade é escasso. Apesar do tráfego, as calçadas não são iluminadas. Como existem alguns hotéis e residências na região, é comum ver pedestres com lanternas nas calçadas. Ainda assim, mesmo com a escuridão, o caminho é muito seguro e o calçamento bem feito. Pegar táxi também é uma opção. A tarifa não deve chegar a 1000 ienes (cerca de 10 dólares).

 

Tradição em culinária japonesa

Já na fachada, é possível perceber que o Sasa é um restaurante de culinária japonesa tradicional. Os pratos têm como ingrediente principal o sobá que é um macarrão de trigo sarraceno, com um formato parecido com o do espaguete e uma cor escura. Como estamos no verão e mesmo em Karuizawa, que é uma cidade de montanha, o calor não estava dando trégua, decidi pedir um zaru soba tempura, que é o macarrão é servido frio numa espécie de escorredor feito de palha, o tal zaru. Acompanha, ainda, como o nome já indica, o tempurá, uma espécie de empanado de legumes e camarão. 

 

O sobá chega à mesa sem tempero. Por isso, ele vem acompanhado do mentsuyu, ou simplesmente 'tsuyu', um molho feito com shoyu, saquê doce culinário mirin, saquê e o hon-dashi (lê-se 'ron-dashi'). Este último é a base de sabor da culinária japonesa e extraído da fervura da alga kombu e do katsuo-bushi, as lascas do peixe bonito seco.

 

 

Muito brasileiro estranha, e eu mesmo fui um deles, o macarrão ser servido frio. Na verdade, na cozinha japonesa é comum lavar em água corrente o macarrão depois do cozimento. Diz-se que, com a técnica, se retira o excesso de amido da massa, deixando um sabor mais agradável. Na hora de comer o sobá frio, você pega um pouco do macarrão com o os palitinhos hashi (lê-se 'ra-shí) e mergulha no tsuyu. Aliás, você pode notar (foto acima) que o mentsuyu vem acompanhado com cebolinha e wasabi. Então, antes de mergulhar no sobá no molho, misture o wasabi e a cebolinha. O molho ganha aroma e um sabor picante extra.

 

O tempurá vem servido de um modo que seja fácil entender o que é mais legal comer primeiro. Talvez dê para perceber que em cima estão a folha de shissô e o quiabo, considerados mais leves. Embaixo de tudo está o camarão que tem sabor mais forte e, por isso, é ideal que seja comido por último. Na hora de comer, você deve antes chuchar o tempurá no tsuyu dedicado a ele. 

 

Bem, o macarrão sobá, que é produzido na casa, estava delicioso mas foi o tempurá que me deixou boquiaberto. Sequinho, sem gordura alguma, muito saboroso. Comida de alta qualidade por um preço bem acessível. O combinado zaru soba tempura custou o equivalente a 18 dólares americanos.

 

Simpatia e sorriso aberto

Não é só na cozinha que o seu Sato conquista seus visitantes, como já deu para perceber nas suas breves participações em Terrace House. Já era tarde, estava quase na hora de fechar o restaurante. Não queria atrapalhar nem tietar o homem mas não podia sair dali sem falar com ele. Estava tentando vê-lo da minha mesa mas a minha posição não era muito favorável. Os últimos clientes começaram a sair e eu ali pensando num meio de cumprimentá-lo. Para a minha surpresa, ele veio ao caixa para fechar a conta de um casal. Achei que era a minha chance e me levantei para pagar a conta também.

 

O casal se despediu dele e eu fiquei ali, meio sem querer perguntar muito, sem querer tietar. Mas, simpático como só ele, e percebendo que eu falava japonês, o seu Sato começou a me perguntar aquelas coisas básicas: de onde eu era, se eu estava a trabalho... Aquilo me deu a confiança para, também, fazer perguntas e comentários. Disse que gostava muito da Tsubasa e que ela era uma inspiração. Ele deu um sorriso meio tímido mas, ainda assim, orgulhoso. Paguei a conta e agradeci. "Volte outras vezes", ele me disse, antes de fazer uma reverência discreta. Retribuí o cumprimento. Feliz pela experiência e pela visita. Tsubasa realmente tem a quem puxar.

 

Seu Sato conversa em cena de Terrace House: Opening New Doors
(imagem: Netflix)

 

SERVIÇO

Sasa

culinária japonesa/sobá

Nagano-ken, Kitasaku-gun, Karuizawa-machi,Karuizawa 1058-16 [mapa]

 

 

 

 

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