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Bar com DNA brasileiro sobe na lista dos 50 melhores da Ásia

09.05.2018

 

Conhecida como uma das maiores expoentes mundiais da gastronomia, Tóquio ainda está engatinhando na cultura dos bares. Não que não existam lugares onde os japoneses vão para, digamos assim, afogar as mágoas. Onipresentes, os izakaya, a versão nipônica do boteco, estão aí para provar isso.

 

Mas quem está interessado em provar drinques originais, bem pensados por um mixologista, pode penar um pouquinho na capital japonesa. Este tipo de bar é mais raro por aqui do que se possa imaginar. Bares neste estilo ainda são vistos pelos japoneses como diversão para homens maduros e mudar essa cultura não é tarefa fácil. Por isso, dá até uma pontinha de orgulho saber que um brasileiro está entre os nomes que vem capitaneando uma revolução silenciosa na cena de bares de Tóquio. Estamos falando aqui do Rogério Igarashi Vaz e do Trench, estabelecimento localizado num dos muitos becos de Ebisu, um dos bairros mais boêmios de Tóquio. 

 

Pelo terceiro ano consecutivo, o Trench figura na lista dos 50 melhores bares da Ásia compilada pela respeitadíssima The World's 50 Best Bars. Em ascensão na lista, o bar chegou à 16ª posição na edição 2018, recém divulgada. Dentre os bares japoneses, só perde em colocação para o High Five, também de Tóquio, 6° colocado na lista.

 

Na primeira edição da lista, de 2016, o Trench estava na 30ª colocação. No ano seguinte, subiu dois postos. Ainda em 2017, o estabelecimento também figurou na 64ª posição na lista complementar que enumera os melhores bares do mundo da 51ª à 100ª posição. 

 

Direto de Singapura, onde foi participar de eventos e atuar como bartender convidado no Hotel Capella na ilha de Sentosa, Rogério conta que o anúncio foi uma surpresa. "Não sendo um bar bem formal japonês, [a presença na lista] mostra que é possível fazer algo diferente no Japão. A gente mistura tudo. Eu sou brasileiro e japonês. Os clientes que vêm ao bar também são uma mescla de tudo, gente todas as nacionalidades. Acredito que, com isso, muito venha a mudar no mundo dos bares japoneses", diz ele.

 

 

Um dos destaques do Trench é o uso do abisinto, uma bebida que andava meio esquecida no Japão. Criado na França no final do século 18, o destilado a base de losna foi da cura à desgraça em pouco mais de um século. A cor verde-clara esconde a alta concentração alcóolica da bebida, que pode chegar a quase 90%. Chamado de ‘fada verde’, o absinto levou os europeus à loucura — metafórica e factualmente — entre o final do século 19 e o início do 20. Com isso, a bebida acabou sendo proibida na França em 1915. Ainda assim deixou uma reputação que a associou a grandes nomes da arte como os escritores Oscar Wilde, Charles Baudelaire e Edgar Allan Poe e o pintor Vincent van Gogh.

 

Com o absinto, o Trench serve o Six Feet Under, um coquetel dos anos 30 que Rogério, em suas próprias palavras, "virou de ponta-cabeça". "Usei cachaça, páprica assada, bitter de aipo que não é algo que eu uso muito. Uso também lima e o absinto, que é um destilado das montanhas. Neste drinque eu misturo dois extremos", explica ele. Mas se a sua é algo mais "leve", a sugestão é o Dark Side of The Moon, uma versão defumada do moscow mule com mezcal, picon, xarope de gengibre da casa, limão e carvão, inspirada na música homônima do Pink Floyd.

 

(imagens: Roberto Maxwell)

Serviço

Bar Trench

Tokyo-to Shibuya-ku Ebisunishi, 1−5−8 [mapa]

Segunda a sábado, das 19 às 2 da manhã

Domingos e feriados, das 18 à 1 da manhã

 

 

 

 

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