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Brasileiros formam a 5ª maior comunidade estrangeira no Japão

02.04.2018

 

O Ministério da Justiça do Japão divulgou nesta terça-feira (27) dados oficiais referentes à população estrangeira no Japão no ano de 2017. De acordo com os registros, 2.561.848 estrangeiros estavam residindo no país no final do ano passado. Os números mostram um crescimento de 7,5% na população estrangeira com relação ao ano anterior. Foi o maior aumento anual no número de estrangeiros registrado na história do país. Desde 2013 a população imigrante vem crescendo no Japão.

 

Chineses continuam formando a maior comunidade estrangeira do país, cerca de 28% dos estrangeiros residentes. São seguidos pelos coreanos (17,5%), cujos números registraram uma queda de 0,5%, a única redução entre as 10 nacionalidades mais expressivas no país. 

 

Vietnamitas, que ocupam a terceira posição, também formam a comunidade que mais cresceu no período: 31,2%. O Vietnã é um dos países da Ásia que mais tem enviado população para o Japão dentro de um controverso programa de estágio que atrai jovens do Sudeste Asiático para as fábricas japonesas. Apesar do governo japonês garantir que está contribuindo para a qualificação dos estagiários com impacto positivo para a economia de seus países de origem, muitos críticos afirmam que o programa é apenas uma forma de trazer mão-de-obra barata por tempo determinado para um país em que trabalhadores estão cada vez mais escassos.

 

Brasileiros já foram a terceira maior comunidade estrangeira

 

Com uma história de imigração que chega a três décadas, os brasileiros já chegaram a somar mais de 316 mil imigrantes, boa parte deles descendentes de japoneses e seus cônjuges. No período entre a crise econômica de 2008 e o Grande Terremoto do Leste do Japão em 2011, quase um terço dos brasileiros imigrantes deixaram o país, muitos deles com uma ajuda financeira oferecida pelo governo japonês com a condição de que eles não retornassem ao Japão por um prazo indeterminado.

 

Nos últimos anos, no entanto, alguns dos ajudados começaram a receber vistos e ter o direito de voltar ao país. Atualmente, os brasileiros somam 191.362 imigrantes no Japão e ocupam a quinta posição da lista atrás, ainda, dos filipinos.

 

Com a aprovação especial do visto especial para quarta geração de japoneses no exterior, o governo japonês espera a entrada de mais de 4 mil novos imigrantes por ano, boa parte deles vindos do Brasil.

 

Um país fechado

 

Um dos países com menor taxa de natalidade do mundo, o Japão ainda sofre com o envelhecimento acelerado de sua população, o que já vem acarretando problemas na produção e mergulha o país na iminência de um colapso no sistema de aposentadorias. Mesmo assim, o Japão tem uma das menores populações de imigrantes dentre os países mais industrializados do planeta.

 

O país anunciou recentemente políticas para a atração de mão-de-obra estrangeira altamente qualificada, com efeito positivo. O número de pesquisadores e imigrantes com visto de alta qualificação chegou a 7.668 em 2017, um crescimento de 105,1%. No entanto, a maior necessidade de mão-de-obra ainda é nas fábricas e no setor terciário. Vietnamitas, nepaleses e indonesianos, que foram as comunidades que mais cresceram, ocupam estes espaços com vistos de estudante e permissão para estágio, uma solução ainda paliativa para um problema grave.

 

 

Comunidades estrangeiras mais numerosas no Japão em 2017:

 

1. Chineses: 730.890 (↑ 5,1%)

2. Coreanos: 450.663 (↓ 0,5%)

3. Vietnamitas: 262.405 (↑ 31,2%)

4. Filipinos: 260.553 (↑ 6,9%)

5. Brasileiros: 191.362 (↑ 5,8%)

6. Nepaleses: 80.038 (↑ 18,6%)

7. Taiwaneses: 56.724 (↑ 7,5%)

8. Americanos: 55.713 (↑ 3,7%)

9. Tailandeses: 50.179 (↑ 5,3%)

10. Indonésios: 49.982 (↑ 16,6%)

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