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Cidade japonesa discute a recepção a LGBTs brasileiros durante as Olimpíadas

09.03.2018

 

Hamamatsu é uma cidade da província de Shizuoka, conhecida pelo grande potencial industrial, em especial nos setores automobilístico e de instrumentos musicais. Fábricas de grandes empresas como a Suzuki e a Yamaha estão localizadas na cidade.

 

Por conta de sua vocação, Hamamatsu acabou, também, atraindo uma grande população brasileira durante os anos do Movimento Dekassegui, quando milhares de descendentes de japoneses do Brasil e de outros países da América do Sul atravessaram o mundo para trabalhar nas terras de seus pais e avós. No auge do fluxo, mais de 20 mil brasileiros chegaram a viver em Hamamatsu. Atualmente, cerca 8 mil residentes da cidade têm origem brasileira e, se considerados o quase 2 mil peruanos, o município é tido como a maior concentração de latino-americanos do Japão.

 

Por conta da massiva presença brasileira, eventos esportivos e culturais relacionados ao Brasil têm parada obrigatória na cidade de Hamamatsu e com as Olimpíadas não seria diferente. Localizada a cerca de 260 km de Tóquio, Hamamatsu receberá as delegações brasileiras de judô, natação e vôlei durante a fase de aclimatação para os Jogos Olímpicos de 2020.

 

Preocupada em receber melhor os visitantes brasileiros, a vereadora Kyoko Sudo aproveitou uma sessão da Câmara de Vereadores do último dia 9 de março  para levantar a questão dos atletas LGBTs junto ao Departamento de Promoção Cultural da cidade. Sudo explicou em plenário que, no Brasil, o casamento de pessoas do mesmo sexo é reconhecido. "Levanto a questão sobre o que devemos considerar ao receber pessoas de países onde já existe a cultura do reconhecimento de casais formados por pessoas do mesmo sexo como família?", questionou a vereadora.

 

 

Presente à sessão, Seiko Terada, chefe do Departamento de Promoção Cultural da cidade, respondeu que pretende consultar o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos bem como o Comitê Olímpico do Brasil e outros materiais sobre a questão da diversidade sexual nos Jogos. 

 

Com cerca de 795 mil habitantes, Hamamatsu é a maior província de Shizuoka. No entanto, apesar da existência de grupos LGBT, o município ainda é considerado conservador quando o assunto é diversidade sexual. No Japão, apesar de questões relacionadas à sexualidade aparecerem abertamente em mangás e animês, discussões sobre reconhecimento e direitos de minorias sexuais ainda andam a passos lentos.

 

Apesar de ter uma legislação relativamente aberta para o reconhecimento da identidade de pessoas transgênero, o país ainda não tem leis que reconheçam o casamento ou criminalizam a discriminação contra minorias sexuais. Sete municípios japoneses oferecem aos casais homoafetivos a possibilidade de registro da união para fins de acesso a programas e serviços públicos da esfera municipal. Hamamatsu não é um deles.

 

colaborou: Tomoya Ohata

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