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Japão vive um boom de youtubers virtuais

27.01.2018

 

Enquanto youtubers reais como o americano Paul Logan andam causando controvérsia no Japão, o país assiste a um boom de vloggers virtuais. Artistas de sucesso que só existem no mundo dos bytes não são incomuns no país, como mostra bem o fenômeno Hatsune Miku. A cantora virtual conquistou fãs em todo o planeta e seus poucos “concertos” tiveram ingressos esgotados quase que imediatamente.

 

Era só questão de tempo para que começassem a surgir os primeiros vloggers virtuais. O fenômeno ganhou corpo no país com o lançamento do A.I. Channel, em dezembro de 2016. O canal é “apresentado” por Ai Kizuna, uma personagem que se autodenomina “inteligência artificial” mas que tem tudo para ser apenas uma animação muito bem feita, com texto e roteiro escrito e dirigido por um time de humanos.

 

Ai é espirituosa. Ela fala palavrão, gosta de games e vira e mexe tem tiradas que não ficariam estranhas na boca de qualquer adolescente descolado de plantão. O canal também não difere muito do que costuma ser produzido por youtubers reais. Muito falatório sobre temas aleatórios e os cortes abruptos que por muito tempo arrepiaram os cabelos dos editores de vídeo profissionais. Em duas ocasiões, Ai foi advertida e teve seu canal suspenso por problemas com o conteúdo. Mais humano impossível.

 

Como resultado, o canal principal da personagem já conta com mais de 1,5 milhão de inscritos e deu origem outros canais e mais uma série de produtos. Além disso, os fãs são estimulados a criar conteúdos baseados na personagem e compartilhar os materiais nas redes sociais. Aliás, graças a legendas em vários idiomas, o canal já coleciona seguidores mundo a fora. 

 

Kaguya Luna é uma youtuber virtual com mais de 450 mil seguidores.

imagem: Canal Kaguya Luna

 

No entanto, Ai Kizuna é a ponta mais visível do que pode ser a nova onda no competitivo e já desgastado universo dos youtubers: a criação de personagens virtuais. Dezenas de canais semelhantes surgiram no rastro do A.I. Channel. Kaguya Luna, Mirai Akari, Shiro, Aoi Fuji são apenas alguns dos nomes mais visíveis e bem sucedidos. Muitos apostam que a timidez dos japoneses e o acesso cada vez mais fácil a técnicas de animação pode levar a um aumento substancial no número de canais  com youtubers virtuais. 

 

A internet japonesa costuma criar fenômenos culturais que acabam ditando novos rumos para a rede como os emoticons e as moedas virtuais. Resta saber se a tendência vai se espalhar como uma onda pelo mundo os dois exemplos citados ou será apenas uma marola local como foi a literatura portátil, com suas obras escritas e consumidas em telefones celulares, um estrondoso sucesso no país há mais ou menos uma década, mas já engolido pelo ralo do esquecimento da internet.

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