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Pesquisa revela as profissões dos sonhos das crianças japonesas

08.01.2018

 

"O que você quer ser quando crescer?"

 

Essa foi a pergunta feita a meninos e meninas das creches, jardins de infância e dos primeiros seis anos de escolaridade por uma companhia de seguros do Japão. Dentre as meninas, o trabalho mais citado foi com alimentos ou 11,3% das entrevistadas. Já dentre os meninos, o sonho mais lembrado é o de se tornar "pesquisador". 8,8% dos meninos citou a profissão.. 

 

Profissões ligadas à gastronomia estão entre as três preferidas pelas garotas desde o início da pesquisa em 1989. Os analistas atribuem o sucesso desse tipo de trabalho entre elas ao boom da pâtisserie, as técnicas de doçaria francesas, que são onipresentes, em especial nas grandes cidades japonesas. "Se eu me tornar uma pâtissier [doceira], quero fazer muitas pessoas felizes com a minha comida", disse uma menina do terceiro ano de escolaridade. "Quero abrir um café com comidas feitas com verduras que eu mesma plantei", contou outra, do quinto ano. 

 

'Enfermeira' e 'professora de educação infantil' seguem firmes no segundo e no terceiro lugar, respectivamente. Ambas as profissões vêm completando o pódio em várias das edições da pesquisa. O relatório também destaca a quarta posição, 'médica', que teve o maior número de citações desde o início da pesquisa. A profissão foi lembrada por 6,6% das meninas.

 

Já dentre os garotos, é a primeira vez desde 2003 que uma profissão não ligada ao esporte chega ao topo da lista. Daquele ano até 2016, 'jogador de futebol' e 'jogador de beisebol' vêm se revezando na primeira posição. A última vez em que 'pesquisador' esteve na cabeça foi justamente em 2002. "Quero virar um doutor em sapos. Nas férias de verão, eu pesquisei o segredo da mudança de cor dos sapos", contou um menino do segundo ano. Segundo o relatório da pesquisa, a repercussão dos Prêmios Nobel recebidos por pesquisadores japoneses nos últimos anos pode ter tido forte influência nos resultados de 2017. "Quero me tornar um cientista, descobrir um método para curar totalmente o câncer e ganhar um Prêmio Nobel", disse um garoto do sexto ano.

 

Além disso, a fraca atuação da seleção japonesa de futebol nos últimos meses podem ter feito com que os meninos mostrassem menos interesse pela profissão de jogador que foi citada esse ano por apenas 6,7% dos meninos, quase a metade do ano passado quando foi a campeã com 12,1%. 'Jogador de beisebol' ocupou a vice-liderança em 2017 com 7,2% das citações.

 

A pesquisa da seguradora Dai-ichi Life Insurance é realizada todos os anos desde 1989. Os dados de 2017 foram colhidos em entrevistas realizadas com 1100 crianças, entre julho e setembro do ano passado, em todas as províncias do Japão com exceção de Okinawa.

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