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Primeiro casal homossexual no Japão a registrar parceira civil anuncia separação

29.12.2017

 

 

A atriz Koyuki Higashi e a empreendedora Hiroko Masuhara formaram o primeiro casal homossexual a se registrar, em 2015, no sistema de reconhecimento de parceria civil introduzido por uma municipalidade no Japão. Ativistas da causa LGBT e muito admiradas no universo lésbico japonês, as duas soltaram, no último dia 25 de dezembro, um comunicado em que anunciam a separação após 6 anos e meio de relacionamento.

Na mensagem, elas explicam que fizeram, também, a devolução do certificado de união estável recebido do governo municipal de Shibuya, o primeiro a reconhecer casais homossexuais como famílias. Admiradas entre as lésbicas do país, as duas fizeram história também por terem sido o primeiro casal homossexual a realizar uma cerimônia de casamento no Tokyo Disney Resort, em 2013.

Higashi foi membro do Takarazuka, uma importante companhia teatral formada somente por mulheres e que se tornou um símbolo entre LGBTs no Japão, além de um motor de resistência e discussão do papel da mulher na sociedade japonesa. O agora ex-casal também atua como voluntário em atividades de aconselhamento e orientação para minorias sexuais, em especial mulheres lésbicas e bissexuais. 

 


No comunicado, Masuhara e Higashi agradeceram o apoio público que receberam ao longo dos anos em que tiveram juntas e demostraram preocupação com a mensagem que a separação poderia passar à sociedade como um todo e à comunidade LGBT, em particular.

“Nossas sinceras desculpas a todos os que nos apoiaram por terminar dessa forma e acabar contrariando as expectativas das pessoas. Nosso sentimento é de muito pesar. Realmente, não temos palavras para nos desculpar”, diz parte da mensagem postada pelas duas. O texto duro e cheio de autocríticas mostra como ainda é difícil para os japoneses, em especial os LGBTs, tratar de assuntos pessoais de forma pública.

O Japão não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os registros de união feitos por algumas cidades não tem validade jurídica. O sistema apenas dá aos casais homossexuais acesso igualitário a programas sociais de âmbito municipal, como residências públicas. Apesar de pesquisas terem mostrado que a maioria dos japoneses não sei opõe ao casamento ou à parceria entre pessoas do mesmo sexo, a questão é vista como controversa pelos políticos do país e muito pouco debatida nos âmbitos dos direitos humanos e civis.

Ainda no comunicado sobre a separação, Higashi e Masuhara disseram que continuarão atuando juntas no movimento LGBT e em questões de gênero e identidade, além do ativismo em torno dos direitos das mulheres e das crianças. 

 

imagens: Instagram K. Higashi

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