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Mais da metade do japoneses não aprova uma sociedade sem dinheiro vivo

18.12.2017

O Japão vem sendo apontado como um dos países do mundo que mais manifestam interesse em criptomoedas como o bitcoin. De fato, em abril deste o ano o governo japonês eliminou as taxas de consumo sobre as transações com bitcoins e já é possível ver que a moeda virtual é aceita para compras no varejo. Semana passada, a GMO Internet, uma empresa do setor de negócios web, anunciou que vai pagar partes dos salários de seus funcionários em bitcoins.

 

Mas, ao que parece, os japoneses ainda sequer se acostumaram com a ideia de uma sociedade sem dinheiro real circulando. Pelo menos é o que diz uma pesquisa realizada pela agência de soluções em marketing Hakuhodo que entrevistou 3600 pessoas para saber o que elas acham de uma vida sem cédulas e moedas. 51,4% dos entrevistados se mostraram contra uma sociedade sem circulação de dinheiro físico. Para cerca de 11% das pessoas, não usar dinheiro físico pode significar menos cuidado nos gastos ou até perda da sensação do valor do dinheiro. Já quem aprova uma sociedade sem notas ou moedas aponta como vantagens a possibilidade de não andar com dinheiro em espécie e a conveniência na hora de realizar pagamentos.

 

A resistência ao desaparecimento do dinheiro físico é maior entre as mulheres. 61,5% delas é contra. Dentre os homens os opositores chegam a 41,3%. Na distribuição de faixas etárias, as mulheres entre 20 e 40 anos são mais resistentes à abolição de notas e moedas que as mais velhas. Já dentre os homens, a resistência é maior com o avançar da idade.

 

Dados publicados pela Rakuten em seu blog em março revelam que o Japão ainda é um país onde o dinheiro vivo circula. Segundo a empresa que oferece serviços de pagamento eletrônico, cerca 80% dos pagamentos no varejo ainda são feitos em espécie. Ainda assim, a empresa sugere que a sociedade esteja mudando. A empresa cita um relatório do Banco do Japão que demonstra que o setor de dinheiro eletrônico cresceu 10% em 2016 e movimentou 5 trilhões de ienes, cerca de 44 bilhões de dólares.

 

No Japão, é possível usar dinheiro eletrônico para pagar compras em máquinas de venda automática e lojas de conveniência, por exemplo. Como esses serviços são, quase sempre pré-pagos, eles atendem aos interesses dos japoneses, sempre cuidadosos quando o assunto é gastar dinheiro.

 

Em setembro, um consórcio de bancos japoneses anunciou o lançamento de uma criptomoeda japonesa, o j-coin, já para ser usada durante os Jogos Olímpicos de 2020. Resta saber se os japoneses vão embarcar na onda.

 

 

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