Hitotachi - Amanda Ayabe e as ayabenomasks

Atualizado: Mai 23


Antes da pandemia do novo coronavírus, não ocorreu a muita gente neste nosso planetinha que máscaras faciais poderiam ser acessório de primeira necessidade. Muito menos de que elas ganhariam status de peça do vestuário. Quer dizer, exceto no Japão. Aqui, as hoje indispensáveis máscaras estão na moda há muito tempo e modelos fashion são cobiçadíssimos, especialmente por mulheres jovens como a Amanda Ayabe que estreia nossa coluna semanal Hitotachi (lê-se "ritotatchi", em português brasileiro).


Solar e cheia de energia, Amanda é cheia de boas ideias. Uma delas foi fazer máscaras super estilosas que ela denominou de "ayabenomask", uma brincadeira com a palavra "abenomask" que denomina as pequeninas máscaras oferecidas à população pela gestão de Abe Shinzo, o primeiro-ministro japonês.

Hitotachi quer dizer "pessoas" e, nesta coluna, quero apresentar gente que tem o Japão na sua história e que está fazendo coisas legais e inspiradoras. Então, sem mais delongas, conheçam a nossa primeira entrevistada, Amanda Ayabe.


Quem é você na fila do lámen?

Eu sou a Amanda, tenho 24 anos (faço 25 na próxima segunda) e moro no Japão desde os meus 13 anos. Sou formada em Moda, morei por um tempo na França, trabalho meio período numa cervejaria artesanal, tenho um grupo de eventos e também dou aula de inglês para crianças. 

Onde você se esconde?

Eu me escondo em Nagoya, na província de Aichi, desde o ano passado. 

Qual a onda que você está criando no momento?

Máscaras faciais feitas de tecido. Comecei fazendo algumas para a minha família, postei o resultado no meu Instagram e muita gente acabou se interessando tanto que hoje eu vendo elas por lá mesmo. Sempre gostei de costurar e realmente foi uma surpresa a quantidade de pessoas interessadas no meu trabalho.


Que tipo de coisa é capaz de te tirar da tua concha?

Ver que alguma atitude minha foi capaz de ajudar alguém. Eu sempre quis motivar e ajudar as pessoas a realizarem suas metas e sonhos. Ver que eu pude contribuir de alguma forma me deixa muito feliz.

O que te faz chorar um litro de lágrimas?

Injustiça. Eu sou uma pessoa muito justa e me parte o coração ver o quão injusta é a sociedade em que vivemos e a quantidade de gente sendo aplaudida por coisas tão banais, principalmente na internet.


Qual foi o último sonho de que você se recorda?

Sonhei que namorava um personagem de um seriado que estou assistindo e no sonho eu não achava o nosso relacionamento “certo” por não ser bonita o suficiente pra ele. O nosso inconsciente é uma coisa maluca, não? Hahaha.

O que você levaria para uma estadia na Terrace House?

Levaria uma lata de leite condensado, uma barra de chocolate, bebidas e alguns jogos de tabuleiro para organizar uma noite de jogos bem descontraída com direito a um brigadeiro de colher pra adoçar o coração da galera. Alguém, por favor, chama o Kenny [ex- participante da mais recente temporada do reality, cantor da banda Spicysol] pra vir fazer um sonzinho?

O que te tira do zen?

Mimimi de gente que não corre atrás do que quer e reclama que nada dá certo. Como pra mim não tem tempo ruim, isso me tira muito do sério! 

Qual é a coisa mais Japão que você possui?

Um dicionário eletrônico! Todos os meus amigos (mesmo os japoneses) me olhavam estranho na escola quando eu tirava o meu dicionário eletrônico da bolsa. Como a escola em que eu estudava não permitia o uso de celulares durante as aulas, eu precisava pesquisar de alguma forma o que não estava entendo, principalmente termos técnicos. Então acabei comprando um dicionário eletrônico.


Me diz uma coisa que ninguém pode saber.

Eu votei no Aécio no segundo turno das eleições de 2014. Nunca falei isso pra ninguém!

206 visualizações
  • White YouTube Icon
  • White Instagram Icon

© 2017 por Direto do Japão/Roberto Maxwell. Todos os direitos reservados.