Hitotachi: a vida loka de Taro Yamada



Levei um susto a primeira vez que eu vi um post do Taro Yamada na internet! "Quem é esse figura ensinando online um japonês muito acima da média do que é visto entre os e-professores da língua?", pensei. E, melhor, com explicações lógicas e muito profundas sobre fenômenos linguísticos que passam despercebidos até pelo pessoal nativo. Fiquei admirado e passei a segui-lo no Facebook.


Meu primeiro contato com ele, no entanto, não foi sobre esse conteúdo diferente da língua japonesa. A verdade é que, depois de anos no Japão, eu não conseguia entender metade do que ele falava nos posts, em português mesmo. O uso da linguagem sempre atualizada das ruas foi o primeiro ponto que me chamou a atenção, na real. O cara era um crossover de Turma do Gueto com Naruto!


O fato é que eu fui ficando cada vez mais fã e acompanhando o trabalho do Taro nas redes sociais, em especial no Instagram, mesmo sendo um vacilão que nunca assiste aos vídeos. Nesta edição, convido o Tarou para falar um pouco de sua vida loka. Confiram!



Quem é você na fila do lámen?

Primeiro eu vou responder essa pergunta de forma literal, pois quero expressar minha indignação: na fila do lámen eu sou o mais pistola com a demora, pois estou sempre morrendo de fome! Bom, agora que já estou mais calmo, deixa eu me apresentar: na internet, uso o apelido Tarou Yamada, porém esse não é meu nome verdadeiro! Já estou com 34 anos, ou seja, em breve terei autorização legal para fazer a piada do pavê. Nasci no Brasil e não sou descendente de japonês mas a vida foi me levando pra esses lados e eu acabei aprendendo o idioma sozinho, pois toda a minha formação não teve nada a ver com Letras e, muito menos, japonês.


Onde você está se escondendo?

Moro em São Paulo, Brasil!


Qual a onda que você está criando no momento?

Atualmente eu estou tentando virar blogueirinho para poder ganhar a vida fazendo permutas mas, aparentemente, escolhi a maneira mais ineficiente de alcançar esse objetivo: ensinar japonês. Produzo conteúdos para mostrar como o idioma é lógico, mas a galera simplesmente ignora minha beleza e fica só elogiando a qualidade do ensino, o que atrapalha muito na hora de virar um digital influencer.


Que tipo de coisa é capaz de te tirar da tua concha?

Ajudar a espalhar o conhecimento. Fico muito contente quando fico sabendo que o que eu produzo está ajudando as pessoas, e isso faz com que eu queira me esforçar ainda mais.


O que te faz chorar um litro de lágrimas?

Ignorância. Tipo, tudo bem ser burro. A capacidade cognitiva de uma pessoa é definida por uma série de fatores, muitos dos quais ela não tem controle. Mas ser ignorante não é uma casualidade, é uma decisão. A pessoa decide, por conta própria, ignorar fatos e pontos de vistas diferentes, e isso é triste.


Qual foi o último sonho de que você se recorda?

Sonhei que estava assistindo Shingeki no Kyojin e peguei no sono durante o sonho. Esse anime é chato demais, seloco.


O que você levaria para uma estadia na Terrace House?

Minha sunguinha amarela. Aproveitaria a oportunidade para debutar como gravure idol.


O que te tira do zen?

Gente babaca. Eu só sigo uma regra na vida: tentar não ser babaca. Na verdade, nas minhas redes sociais eu uso outro termo para babaca, mas minha mãe me ensinou a ser educado quando sou visita.


Qual é a coisa mais Japão que você possui?

Nengajous, os cartões que os japoneses costumam mandar para serem recebidos no dia primeiro de janeiro. Até hoje faço essa troca todos os anos com alguns amigos, mesmo eu estando no Brasil e eles no Japão. Essa consideração japonesa é algo que gosto muito.


Me diz uma coisa que ninguém pode saber.

Eu acho engraçado o jeito que os pombos andam. Você já reparou como a cabeça deles mexe? 

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