Quem são os 'refugiados em cyber cafés' do Japão?

Atualizado: 31 de Mar de 2020


Falar de pobreza num dos países mais ricos do mundo é uma tarefa complicada. Afinal, diante de um mundo em que, segundo o Banco Mundial, quase a metade da população vive com menos de 2,50 dólares por dia. Se a pobreza no Japão não é tão visível quanto em outros países, impressiona saber que o número de japoneses pobres vem aumentando nas últimas décadas. Dados de 2013 do governo japonês revelam que 16% da população japonesa vive em estado de pobreza relativa. São pessoas que ganham menos que a renda média anual do país que, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), era de 23.458 dólares americanos.

Uma das facetas dessa pobreza relativa são os 'refugiados em cyber cafés'. Conversamos com a pesquisadora Mariana Shinohara Roncato, doutoranda da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pesquisadora do trabalho imigrante dekassegui e de relações de classe, gênero e raça. Ela esteve no Japão e conheceu de perto a realidade dos working poor, os trabalhadores pobres japoneses. Mariana nos conta sobre os 'refugiados em cyber cafés'.

O que são, exatamente, os chamados "refugiados em cyber cafés"?