Guerra do chocolate agita o Valentine's Day japonês


Quer criar buchicho em torno da sua marca sem gastar muita grana? Cria uma treta nas redes sociais. Tem funcionado bem no mundo todo e não seria diferente no Japão. Duas marcas de chocolate estão provando o doce gostinho do barraco on line justamente na época de maior faturamento do produto, o Valentine's Day (14 de fevereiro), dia dos namorados no Japão e em boa parte do mundo.

No Japão, o costume de mulheres presentearem homens com chocolates no Valentine's é tão forte que chega ao nível de haver hierarquia entre os regalos. Para os colegas de trabalho, chefes e amigos, elas oferecem o giri choko (lê-se 'guiri tchoco'), 'chocolate obrigatório', algo mais simples, uma lembrancinha. Já para os maridos, os namorados ou pretendentes, o presente tem que ser mais sofisticado, atraente e recebe o nome de honmei choko (lê-se 'ronmei tchoco'), algo como 'chocolate com sentimento'. Aos homens, cabe retribuir o presente — gastando pelo menos três vezes mais, como diz a etiqueta — no White Day (14 de março), data criada pelo comércio nos anos 70 para... vender mais chocolates.

Já dá para perceber que, em termos de negócio, o Valentine's Day não é coisa pequena. A expectativa de vendas para 2018 é de 130 bilhões de ienes, cerca de 1 bilhão de dólares, de acordo com o Kinnenbi Culture Laboratory, uma agência independente que estuda o impacto econômico dos feriados e festivais no Japão. O valor corresponde a 1/5 das vendas anuais de chocolate no país. A expectativa é de queda com relação ao ano anterior. Então, com o dinheiro minguado, a concorrência fica mais agressiva.